Gilson de Souza foi notificado para ser ouvido por comissão da Câmara que avalia sua cassação nesta segunda-feira (11)
Prefeito de Franca é convocado para depor em CPI
Investigação sobre favorecimento a construtora
O prefeito de Franca, Gilson de Souza, foi convocado pela Câmara Municipal para prestar depoimento em uma Comissão Processante (CPI) que investiga um possível favorecimento à construtora Pacaimbu em um projeto habitacional. Gilson de Souza é o último a ser ouvido antes da elaboração do relatório final, que decidirá se será ou não pedido o seu afastamento do cargo. O documento deve ser apresentado ainda este ano, antes do recesso parlamentar, com prazo final em 3 de janeiro.
Depoimentos e denúncias
Três testemunhas de defesa indicadas por Gilson de Souza não compareceram à Câmara na última quinta-feira. Na abertura da CPI, funcionários da Secretaria de Planejamento Urbano, incluindo uma engenheira, prestaram depoimentos. A engenheira mencionou um suposto esquema de distribuição de lotes a vereadores e pressão para agilizar aprovações de obras. As denúncias também chegaram ao Ministério Público, na esfera criminal, e um inquérito por improbidade administrativa foi aberto na Promotoria do Patrimônio Público em Franca. Há a possibilidade de desmembramento das investigações para apurar a conduta de outros agentes políticos e representantes da construtora.
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Suspeitas de irregularidades e posicionamentos
A CPI investiga a alteração na lei de parcelamento do solo, que teria beneficiado a construtora Pacaimbu. A engenheira Aline Salomão, funcionária da prefeitura desde 2011, mencionou a aprovação antecipada do alvará para as obras da Pacaimbu, mesmo com pendências, e um esquema de distribuição de lotes a vereadores. O vereador Yulton Ferreira, líder do governo na Câmara, foi citado, mas nega envolvimento. A construtora Pacaimbu nega qualquer irregularidade. O prefeito Gilson de Souza, que chamou a CPI de “espetáculo ilegal”, não compareceu à oitiva marcada para as 14h, conforme antecipado à reportagem. A CPI, aberta em outubro após denúncias de falta de fiscalização de ambulantes e favorecimento à construtora, pode ser extinta caso o prazo não seja cumprido.
A reportagem tentou contato com o prefeito, mas sem sucesso. O caso segue em investigação.



