Será disponibilizado Cloroquina, Invermectina e Azitromicina à população visando o tratamento da doença
Prefeito de Franca gera polêmica ao determinar compra de medicamentos para tratamento precoce da Covid-19
Tratamento precoce: decisão controversa em Franca
O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, anunciou a compra emergencial de cloroquina, ivermectina e azitromicina para o tratamento precoce da Covid-19. A decisão causou polêmica, pois a Anvisa afirma não haver comprovação científica da eficácia desses medicamentos contra a doença. Apesar de diversos estudos científicos e posicionamentos de infectologistas contrários ao uso desses medicamentos, a prefeitura justificou a compra, alegando atender a demanda de pacientes e médicos que solicitam esses tratamentos.
Gastos públicos e falta de eficácia comprovada
A decisão de Franca segue o exemplo de outras cidades brasileiras, como Barretos e Sertãozinho, que também adotaram o tratamento precoce. Entretanto, críticos argumentam que o investimento público nesses medicamentos é desnecessário, uma vez que não há comprovação científica de sua eficácia e que os recursos poderiam ser direcionados a outras necessidades do sistema de saúde, como a compra de equipamentos e insumos essenciais, como seringas, agulhas, gases e oxigênio. O risco é de se gastar dinheiro público sem resultados positivos, enquanto outros itens cruciais podem faltar.
Situação crítica em Franca e impacto na rede de saúde
Franca enfrenta uma situação crítica em relação à ocupação de leitos de UTI, com todos os 33 leitos da Santa Casa ocupados. A cidade registrou 104 novos casos de Covid-19, totalizando 14.811 infectados. A rede particular de saúde também apresenta alta ocupação, com 20 dos 28 leitos disponíveis em uso (86%). A polêmica sobre o tratamento precoce ocorre em meio a esse cenário crítico, levantando questionamentos sobre a alocação de recursos públicos e a priorização de ações efetivas no combate à pandemia.
Em resumo, a decisão do prefeito de Franca gera um debate importante sobre a utilização de recursos públicos em tratamentos sem comprovação científica, enquanto a cidade enfrenta uma situação preocupante de lotação hospitalar. A falta de consenso sobre o tratamento precoce da Covid-19 e a urgência da situação em Franca exigem uma discussão transparente e baseada em evidências científicas.



