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Prefeito de Franca pode ser processado por improbidade administrativa

Conclusão da Comissão Especial de Inquérito sobre falsos médicos pode até tirar Alexandre Ferreira do cargo
Improbidade administrativa
Conclusão da Comissão Especial de Inquérito sobre falsos médicos pode até tirar Alexandre Ferreira do cargo

Conclusão da Comissão Especial de Inquérito sobre falsos médicos pode até tirar Alexandre Ferreira do cargo

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Franca e o ICV Instituto Ciências da Vida para a atuação de médicos no Pronto Socorro Dr. Álvaro Azuz foi finalizada. O relatório aponta possíveis crimes contra a Lei de Licitações, com o prefeito Alexandre Ferreira e a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, sob risco de responderem judicialmente.

Irregularidades e Plantões Fantasmas

As investigações revelaram a contratação irregular de pelo menos nove pessoas que atuaram como médicos utilizando o CRM de outros profissionais, um esquema que durou cerca de um ano. A situação chegou ao ponto de alguns desses falsos médicos registrarem até 30 dias seguidos de plantão, com remunerações que alcançavam R$ 80 mil. Esses plantões fantasmas, denunciados pela ex-diretora do Pronto Socorro, Cláudia Paul Bell, causaram prejuízos significativos aos cofres públicos e colocaram em risco a saúde da população.

Omissão e Consequências Políticas

Segundo a CEI, a secretária de Saúde foi alertada sobre as fraudes nas escalas, mas não tomou as devidas providências. O relatório de 157 páginas será apresentado na Câmara Municipal, onde vereadores e cidadãos poderão solicitar a instauração de uma Comissão Processante (CPI) para pedir a cassação do prefeito. A Câmara, como poder político, tem a prerrogativa de levar adiante uma Comissão Processante e até afastar o prefeito, caso entenda necessário.

Encaminhamentos e Próximos Passos

O relatório será encaminhado ao Ministério Público para que o prefeito Alexandre Ferreira seja processado por improbidade administrativa, o que pode resultar em seu afastamento imediato do cargo e inelegibilidade por até 8 anos. A CEI concluiu que houve crime político-administrativo praticado pelo prefeito e pela secretária de Saúde, além de crimes contra a Lei de Licitações. Além da Câmara, as polícias civis de Franca, Mairinque e São Roque também investigam os falsos médicos que atuaram entre 2014 e 2015.

Embora a Prefeitura de Franca e o Instituto Ciências da Vida neguem as irregularidades, o caso segue para as instâncias competentes para as devidas providências.

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