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Prefeito de Guatapará é condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por contratar empresa de filho

O filho de Juracy Costa da Silva, Ailton Aparecido da Silva, que era Secretário de Finanças, também foi condenado pela Justiça
Prefeito de Guatapará é condenado
O filho de Juracy Costa da Silva, Ailton Aparecido da Silva, que era Secretário de Finanças, também foi condenado pela Justiça

O filho de Juracy Costa da Silva, Ailton Aparecido da Silva, que era Secretário de Finanças, também foi condenado pela Justiça

O prefeito de Guatapará, Jurassil Costa da Silva (PL), foi condenado a seis anos e oito meses de prisão pelo crime de responsabilidade após decisão judicial relacionada à contratação, sem licitação, de uma empresa de reciclagem da qual era sócio o filho do chefe do Executivo municipal.

Acusações e sentença

Segundo a sentença, proferida como primeira decisão judicial do caso, o municipio contratou a empresa sem abrir processo licitatório, em procedimento apontado pelo Ministério Público como fraudulento. Além do prefeito, também foram condenados o filho dele, Ailton Aparecido da Silva — que à época ocupava o cargo de secretário de finanças do município — e o assessor jurídico do município no período, Paulo César Marcolino. Todos receberam a pena de seis anos e oito meses, com cumprimento inicialmente no regime semiaberto.

Defesas e posicionamentos

A reportagem procurou a Prefeitura de Guatapará, que não se manifestou até a última atualização. Paulo César Marcolino afirmou que a licitação foi realizada dentro da legalidade. O advogado Aulus Ferreira, que representa Ailton, também defendeu a regularidade do procedimento, alegou ausência de ingerência da administração e informou que apresentará recurso contra a decisão. A defesa do prefeito não retornou o contato da reportagem.

Investigação e implicações

O Ministério Público apresentou a denúncia em 2020, ao identificar, entre outros pontos, o vínculo do secretário de finanças com contratos do município — situação vedada pela legislação quando o agente público tem vínculo direto com empresas contratadas. A Justiça acolheu a denúncia e impôs as penas descritas, apontando dispensa indevida de licitação e fraudes no procedimento como fundamentos da condenação.

O caso segue com possibilidades de recurso, e as próximas etapas processuais definirão se a decisão será mantida ou modificada pelos tribunais superiores.

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