José Carlos Hori se afastou da função em atrássto por suspeita de ‘Alzheimer’, diagnóstico que posteriormente não foi confirmado
O prefeito de Jaboticabal, José Carlos Hori, retornou ao cargo após três meses afastado devido a problemas de saúde. Seu tratamento teve início em dezembro de 2017, após diagnóstico de surdez súbita em 100% do ouvido direito. Em atrássto de 2018, a doença atingiu 15% do ouvido esquerdo, causando impactos neurológicos, levando ao afastamento por determinação médica. Houve até suspeita de Alzheimer, descartada posteriormente por exames.
Retorno ao trabalho e tratamento contínuo
Após tratamento e exames que descartaram a doença de Alzheimer, o prefeito foi liberado para retornar às atividades. Sua licença médica era até o final de dezembro, mas Hori afirma sentir-se apto para retomar suas funções, garantindo a continuidade do tratamento mesmo em exercício do cargo. Ele afirma: “Não sei como o meu corpo realmente vai agir ou reagir durante toda a pressão, o estresse dessa vida administrativa. Mas hoje, com certeza absoluta, inclusive passei por todos os médicos, todos me deram atestado, todos fizeram consulta de novo e eu realmente estou me sentindo muito bem para retornar. Então, estar bem e voltar a trabalhar não significa que eu vou me distanciar dos médicos. A ciência tem que continuar me amparando e cuidando de mim.”
Condenação por improbidade administrativa
Paralelamente aos problemas de saúde, Hori enfrenta um processo judicial. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso seu contra condenação por improbidade administrativa de 2011, quando contratou serviços de pavimentação sem licitação, alegando urgência. Ele teve seus direitos políticos suspensos por três anos, mas conseguiu recorrer para concorrer e vencer as eleições de 2016. O prefeito afirma que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Hori: “Olha, tenho que ir para defesa, né? Tá indo para o Supremo, tenho que defender. É uma questão de um asfalto que foi feito em 2006, numa vicinal de Jaboticabal, na região da Zitânia. A própria juíza daqui de Jaboticabal disse não houve dolo, não houve prejuízo público, a obra foi feita corretamente, não houve indícios de enriquecimento pessoal, tudo certo. Porém, a justiça não concordou com a forma que foi feita a contratação da empresa, que foi de forma emergencial. A juíza não interpretou como algo emergencial e era, né? Então, isso eu perdi aqui, foi para São Paulo, perdi e perdi no Tribunal. Então, atrásra vai para o Supremo, eu vou ter que ir até o fim, né? Não houve nada, apenas um ato administrativo que o meu jurídico falou que estava certo, que eu podia fazer emergencialmente.”
A decisão do STF poderá resultar na perda do cargo e afastamento da política por três anos. Caso o recurso seja julgado procedente, Hori perderá o cargo e ficará afastado da política por três anos.



