Detidos desde 19 de abril, grupo é suspeito de fraudar licitações entre 2013 e 2015
A Operação Cartas Brancas, que investiga o desvio de verbas em contratos da prefeitura de Miguelópolis, teve um novo desdobramento. Uma decisão judicial recente converteu as prisões temporárias de 11 detidos em prisões preventivas, determinando que permaneçam em presídios da região.
Detalhes da Defesa do Prefeito
Mônica Queiroz, advogada de Juliano Mendonça-George, alega que o prefeito não tinha conhecimento das irregularidades cometidas durante seu mandato, entre 2013 e 2015. Segundo a defesa, ele desconhecia a trama e os problemas decorrentes. A defesa enfatiza que, por se considerar vítima, a possibilidade de delação premiada sequer foi considerada.
Inocência e Próximos Passos
A advogada reforça a inocência do prefeito, afirmando que batalharão para prová-la. Nos próximos dias, a defesa deve impetrar um pedido de habeas corpus. A Operação Cartas Brancas foi deflagrada em 19 de abril, resultando na detenção do prefeito de Miguelópolis e de outras 13 pessoas, incluindo empresários, funcionários e ex-funcionários do executivo, sob acusações de peculato, organização criminosa e corrupção.
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Investigação e Desvio Estimado
De acordo com o Ministério Público, o esquema, que envolvia contratos de transporte escolar, compra de material e consultorias, pode ter desviado cerca de 6 milhões de reais.
O caso segue em investigação, com a defesa buscando reverter a prisão preventiva e provar a falta de envolvimento do prefeito nas irregularidades apontadas.



