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Prefeito de Pradópolis teria feito manobras para contratar funcionários

Transformar empregos públicos em cargos de confiança estava entre as estratégias, de acordo com apuração do Ministério Público
Prefeito de Pradópolis
Transformar empregos públicos em cargos de confiança estava entre as estratégias, de acordo com apuração do Ministério Público

Transformar empregos públicos em cargos de confiança estava entre as estratégias, de acordo com apuração do Ministério Público

O Ministério Público investiga o prefeito de Pradópolis, Aldair Cândido de Souza, por supostas manobras para contratar pessoas de seu interesse. A principal estratégia seria a transformação de empregos públicos em cargos de confiança, dispensando a necessidade de concurso público.

Cargos de Confiança Sem Concurso

Uma lista com 40 cargos de confiança inclui diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e chefes de diversos setores. Segundo a denúncia, essas nomeações ocorreram sem a realização de concurso público, levantando suspeitas sobre a legalidade do processo.

Justificativas e Contestações

O prefeito Aldair Cândido de Souza alegou que as contratações emergenciais justificavam a medida. No entanto, o Tribunal de Justiça não concordou com a alegação e considerou ilegais os decretos que embasaram as contratações. O promotor de justiça Hermes Duarte Moraes questiona a essencialidade e urgência dos cargos, argumentando que a forma de provimento dos cargos viola a Constituição Federal.

Manobras Recorrentes e Ações Judiciais

Advogados da cidade também denunciaram o prefeito por criar uma lei complementar que alterava os cargos em comissão, o que consideraram ilegal. Um dos advogados, Sebastião Almeida Viana, acusou o prefeito de demitir e recontratar o mesmo pessoal, numa tentativa de burlar a lei e ludibriar o Ministério Público. Outro advogado, Gilberto Fagundes de Oliveira, também expressou sua discordância com as atitudes do prefeito.

Concurso Anulado e Improbidade Administrativa

O Ministério Público decidiu processar o prefeito, ajuizando uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa. A ação pede o afastamento imediato dos 40 servidores nomeados com base nos decretos questionados. A reportagem tentou contato com o prefeito, mas não obteve resposta.

Diante das evidências, o caso segue em investigação, com o objetivo de esclarecer as denúncias e garantir a legalidade na administração pública de Pradópolis.

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