Cássio de Assis Cunha Neto apresentou documentos para provar que não houve superfaturamento na compra do suco de laranja
O prefeito de Santa Rosa de Viterbo iniciou uma sindicância para investigar possíveis irregularidades na compra de merenda escolar. A medida foi tomada após a divulgação de informações sobre um contrato com a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), especificamente em relação ao preço pago pelo suco de laranja em 2014.
A Investigação sobre o Suco Concentrado
Inicialmente, levantou-se a suspeita de superfaturamento, pois a prefeitura pagou R$10,50 por litro de suco. No entanto, o prefeito Cássio de Assisco Aneto apresentou documentos que esclarecem que o valor se refere a suco concentrado. Segundo ele, cada litro de suco concentrado rendia 10 litros de suco diluído, resultando em um custo final de R$1,05 por litro.
O produto adquirido era suco concentrado líquido para refresco de abacaxi, goiaba, manga e tangerina. O prefeito enfatizou que o contrato de 2014, no valor de R$1,05 por litro de suco diluído, comprova que não houve superfaturamento.
Operação Alba Branca e as Chamadas Públicas
A Operação Alba Branca, que investiga a Coaf, também encontrou indícios de fraude em chamadas públicas, um tipo simplificado de licitação. Escutas telefônicas revelaram negociações suspeitas entre um vendedor da Coaf e supostos funcionários da prefeitura para o fornecimento de produtos. Uma funcionária da prefeitura, Denise Martinelle Bourdinion, chefe do setor de alimentação escolar, foi citada em uma conversa com o vendedor da Coaf, onde se mencionava a facilidade de apresentar preços acima da média em Santa Rosa de Viterbo.
Sindicância e Próximos Passos
A prefeitura abriu a sindicância para apurar o caso, mas adiou os trabalhos até o final de maio, devido ao acesso ao processo da Alba Branca, que está sob sigilo. O prefeito informou que, por enquanto, não pretende afastar nenhum funcionário e ressaltou que não há mais contratos com a Coaf. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que Denise Bourdinion nega qualquer irregularidade nos contratos e confia na Justiça para esclarecer as denúncias.
A situação está sendo cuidadosamente analisada para garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.



