Empresa teria subornado agentes públicos de Pirassununga para ter acesso a contratos de limpeza pública
Nesta segunda-feira, uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar em Piratininga desmantelou uma organização criminosa acusada de fraudes em contratos de limpeza pública. Batizada de ‘Calífora’, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Piratininga, São José do Rio Preto, Pouso Alegre (MG), e resultou no afastamento de diversos agentes públicos por 180 dias.
Acusações e Alvos da Operação
A investigação apura crimes de fraude, licitações irregulares, peculato, corrupção passiva e ativa, e lavagem de dinheiro. O Ministério Público acusa uma empresa privada de subornar agentes públicos, incluindo o prefeito José Carlos Mantovani (PP), para favorecer a empresa em contratos de coleta de lixo, varrição e roçagem. Além do prefeito, foram afastados o secretário de governo Luiz Carlos Montanheiro, o secretário da Agricultura Marcos Alexandro de Oliveira Morais, o superintendente do Departamento de Águas e Esgoto Jefferson Ricardo Couto, e a servidora do setor de licitações Decilerem dos Santos Magalhães Pregoíranos.
Consequências e Próximos Passos
Os afastados estão proibidos de acessar a prefeitura, manter contato com servidores municipais, investigados, testemunhas, declarantes e colaboradores. A prefeitura informou que o secretário municipal de administração assumirá interinamente o cargo de prefeito até a posse do presidente da Câmara de Vereadores. A defesa do prefeito afirma aguardar acesso aos autos do processo para se manifestar. Celulares do prefeito não foram apreendidos. Os demais citados não foram encontrados para comentar.
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A operação demonstra um esforço significativo do Ministério Público e da Polícia Militar para combater a corrupção e garantir a transparência na gestão pública municipal. A CBN Ribeirão acompanha o caso e trará novas informações.



