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Prefeito e secretário de Taquaritinga são afastados por improbidade administrativa

Cientista político Bruno Silva explica o que motivou o pedido do MP que foi acatado pela Justiça; ouça o 'De Olho na Política'
improbidade administrativa
Cientista político Bruno Silva explica o que motivou o pedido do MP que foi acatado pela Justiça; ouça o 'De Olho na Política'

Cientista político Bruno Silva explica o que motivou o pedido do MP que foi acatado pela Justiça; ouça o ‘De Olho na Política’

Prefeito e secretário de Taquari afastados por 90 dias

Afastamento do prefeito e secretário

O prefeito de Taquari, Vander Leijos, e o secretário da Fazenda, Carlos Fernando Montagnoli, foram afastados dos cargos por 90 dias por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo na sexta-feira. A decisão se baseia em denúncias de atrasos em pagamentos de precatórios e contas de água, despesas impróprias com fornecedores e outros indícios de improbidade administrativa.

Investigações e denúncias

As irregularidades apontadas pelas investigações incluem atrasos em pagamentos que se estendem desde 2017, atingindo aposentados, pensionistas e entidades assistenciais. O Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado e a Câmara Municipal já haviam recebido denúncias anteriormente. Uma reportagem do G1 de Ribeirão Preto e Franca detalha os problemas, incluindo a falta de pagamento a 855 aposentados e pensionistas do Instituto de Previdência do Servidor.

Reação e próximos passos

A Prefeitura de Taquari divulgou nota afirmando que o prefeito recorrerá da decisão, tendo 30 dias para apresentar o recurso. Enquanto isso, o vice-prefeito, Fernando Coelho Rocha, assume o cargo interinamente. A Justiça considerou o afastamento urgente e indispensável para o interesse público, devido aos prejuízos causados à população. A situação demonstra a necessidade de agilidade na Justiça e de uma maior transparência na gestão pública, combatendo a impunidade e garantindo a prestação de serviços essenciais à população.

Paralelamente, a cidade enfrenta problemas crônicos no abastecimento de água, com perdas de 43,64% na distribuição e queda significativa no nível do aquífero Guarani. Uma nova licitação para estudo e projeto de captação de água no Rio Pardo foi aberta, com custo estimado em R$ 3 milhões, após a primeira licitação ter ficado deserta. A situação demonstra a urgência em buscar soluções para garantir o acesso à água potável para a população.

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