A ex-secretária de administração, Adriana Nunes Soprano, é acusada de chefiar uma quadrilha que fraudava holerites
O prefeito de Barretus, Guilherme Ávila, compareceu à Câmara Municipal para se pronunciar sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da fraude dos salários, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos.
Investigação do Gaeco
A investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) revelou que a ex-secretária de administração, Adriana Nunes Soprano, e seu marido, Rafael Soprano, utilizaram 113 funcionários para realizar retiradas mensais que chegavam a R$ 800 mil. O esquema consistia em aumentar os salários dos servidores, com o valor extra sendo repassado ao casal. A polícia estima um desvio de R$ 11 milhões, tendo apreendido 25 relógios de luxo e documentos da prefeitura com o casal. Os funcionários envolvidos foram afastados, mas continuam recebendo seus salários.
Declaração do Prefeito
O prefeito Guilherme Ávila afirmou desconhecer o esquema e relatou ter sido ele próprio quem denunciou o caso ao Gaeco. Ele descreveu a ex-secretária inicialmente como uma funcionária prestativa e eficiente, mas que posteriormente se tornou, segundo investigações, a líder do esquema de desvio de verbas. O casal cumpre prisão domiciliar e responderá por organização criminosa, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
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Desfecho e Próximos Passos
A defesa do casal Soprano afirma que irá se manifestar no processo e que todos os fatos serão esclarecidos. A investigação segue em andamento, com a CPI da Câmara Municipal apurando os detalhes do caso e buscando responsabilizar todos os envolvidos.



