Promotor explica processo de investigações e afastamento de Guilherme Ávila (PSDB) após operação contra fraudes em holerites
O prefeito de Barretos, Guilherme Ávila, foi afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) após investigações do Ministério Público sobre um esquema de corrupção conhecido como “Fraude dos Olerites”.
A “Fraude dos Olerites”
A operação, que começou no ano passado, investiga desvios de dinheiro público por meio do superfaturamento de salários de servidores. Segundo o Ministério Público, o prefeito indicava servidores para receber salários superfaturados, e o diretor de Recursos Humanos, Carlos Alberto Pressaroli, era responsável por controlar os valores indevidos na folha de pagamento. O esquema também envolvia benefícios pessoais e campanhas eleitorais.
Desdobramentos da Investigação
As investigações revelaram que parte do dinheiro desviado foi usada para pagar um acordo judicial entre o prefeito e sua ex-companheira, Andressa Junqueira Franco Marrelli, totalizando R$ 200 mil. A denúncia foi feita pela Procuradoria Geral de Justiça e pelo Gaeco, com base em um acordo de colaboração premiada de dois investigados. O afastamento do prefeito e do diretor de RH também se deu pela possibilidade de destruição de provas.
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Consequências e Próximos Passos
Com o afastamento de Guilherme Ávila, o vice-prefeito Wagner assume a prefeitura. O prefeito afirma ser autor da denúncia inicial e que irá recorrer da decisão judicial. As investigações continuam, com desdobramentos que incluem a apuração de lavagem de dinheiro. O Ministério Público estima que R$ 11 milhões foram desviados da prefeitura nos últimos anos por meio da fraude.



