Cerca de 5500 beneficiários estão sem receber os vencimentos referentes a dezembro; grupo protestou em frente ao Rio Branco
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma crise financeira que ameaça o pagamento de aposentados e pensionistas municipais. Com o fim do ano se aproximando, a falta de recursos na gestão municipal gerou protestos por parte dos servidores, que temem não receber seus salários de dezembro.
Pagamento em Risco
O Instituto de Previdência do Município (IPM) necessita de R$ 25 milhões para efetuar o pagamento dos aposentados e pensionistas. A prefeitura depende da antecipação do pagamento do IPTU pelos contribuintes para garantir o repasse dos recursos ao IPM. No entanto, o vencimento da primeira parcela do IPTU à vista é apenas em 11 de janeiro, deixando os aposentados e pensionistas em situação de incerteza.
Protestos e Preocupações
Aposentados e pensionistas realizaram um protesto em frente ao IPM e seguiram para a Prefeitura Municipal, demonstrando sua preocupação com o atraso no pagamento. Muitos já realizaram suas compras de fim de ano e temem não conseguir pagar suas contas em dia. A situação é agravada pela falta de planejamento da prefeitura, segundo críticas de servidores e ex-servidores.
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Falta de Planejamento e Transparência
A falta de planejamento financeiro da prefeitura é apontada como a principal causa da crise. Críticas ao secretariado municipal, especialmente ao secretário da fazenda, foram feitas, questionando a falta de formação adequada para gerir as finanças públicas. A falta de transparência na comunicação da prefeitura com a população também é alvo de reclamações, com informações sendo divulgadas apenas por meio de notas, sem espaço para diálogo e esclarecimentos.
A situação financeira de Ribeirão Preto preocupa não apenas os aposentados e pensionistas, mas toda a população. A prefeitura precisa encontrar uma solução urgente para garantir o pagamento dos servidores e evitar um colapso nas finanças municipais. A expectativa é que a situação se resolva entre os dias 8 e 12 de janeiro, mas a incerteza permanece.



