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Prefeitura alega falta de verba para enxugar Plano Municipal de Educação

Projeto foi suspenso pela Justiça para remodelação
Plano Municipal de Educação
Projeto foi suspenso pela Justiça para remodelação

Projeto foi suspenso pela Justiça para remodelação

A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta polêmica com seu novo Plano Municipal de Educação (PME), de 2018. Entidades e representantes do Conselho Municipal de Educação alegam que o plano não foi amplamente discutido, ao contrário do PME de 2015. Uma liminar judicial, obtida pelo promotor da Ufelca após ação que pedia a suspensão do plano, barrou sua implementação.

Pontos Contestados no Novo Plano

Para Márcio Silva, presidente do Conselho Municipal de Educação, o novo texto reduz o comprometimento do governo com metas como contratação de profissionais, criação de vagas em creches e aumento do orçamento. Leonardo Sacramento, secretário-geral da Aproferp (Associação dos Profissionais de Ensino de Ribeirão Preto), critica o plano por ser genérico e ignorar decisões tomadas em 2015. Ele afirma que o plano foi elaborado de forma unilateral, sem a devida participação da sociedade civil.

Visão da Secretaria Municipal de Educação

A secretária municipal de Educação, Luciana Andrade Rodrigues, justifica a redução orçamentária projetada em R$ 140 milhões e afirma que o novo plano é um estudo baseado no PME de 2015, buscando um plano executável. Ela destaca que o plano ainda passaria por audiências públicas para receber contribuições da comunidade. Rodrigues menciona a dificuldade de diminuir o número de alunos por sala de aula devido ao prazo de sete anos para execução do plano e à necessidade de novas unidades escolares. Ela também afirma que a gestão democrática nas escolas, com diretores eleitos pela comunidade, já está em prática, independente do plano.

Desdobramentos e Próximos Passos

O promotor do GEDUK (Grupo de Atuação Especial em Educação), responsável pela ação judicial, elogia a decisão da justiça, afirmando que o novo texto apresenta condutas questionáveis e que o diálogo com a prefeitura não surtiu efeito. A prefeitura recorrerá da decisão judicial. O caso demonstra a complexidade da discussão sobre o financiamento e a gestão da educação municipal, com diferentes atores defendendo seus pontos de vista e buscando soluções para garantir a qualidade do ensino em Ribeirão Preto.

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