Bairros do complexo somam mais de 40 mil habitantes; construção deve durar 12 meses ao custo de R$ 14,7 milhões
Foi lançada nesta manhã a obra de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ribeirão Verde, na zona leste da cidade. A solenidade marcou o início da terraplenagem no terreno localizado no cruzamento da rua Manuel Gami com a avenida Antônia Mugnato Marinseque, ao lado da tradicional igrejinha do bairro. Máquinas pesadas já trabalhavam na área quando autoridades, moradores e representantes do Executivo acompanharam o ato simbólico de assinatura da ordem de serviço.
Obra, prazos e investimento
Segundo a Prefeitura, a UPA terá 1.925 metros quadrados e funcionamento 24 horas. A estrutura também abrigará uma unidade descentralizada do SAMU, hoje sediado na avenida 13 de Maio. A obra foi orçada em mais de R$ 14 milhões; a licitação foi aberta em R$ 16.471 mil e, com a concorrência, houve uma economia de 10,36% sobre o preço inicial. A empresa vencedora, Laforma, recebeu prazo de 12 meses para entrega, mas o Executivo informou que negocia a antecipação para tentar disponibilizar a unidade ainda neste ano.
Impacto para a população da zona leste
Moradores da região estimam que mais de 40 mil pessoas residam apenas no Ribeirão Verde, que integra uma demanda maior da zona leste — avaliada em 60 a 80 mil habitantes que hoje dependem de UPAs distantes. Atualmente, quem precisa de atendimento de emergência costuma atravessar a Rodovia Anhanguera rumo às unidades do 13 de Maio ou à UPA Norte, trajetos considerados longos e que aumentam a espera por socorro.
Com a nova unidade, a administração afirma que moradores de bairros vizinhos — como Florestan Fernandes, Jardim Pedra Branca, Jardim Porto Seguro, Jardim Salgado Filho 2 e áreas próximas ao Cândido Portinário — terão acesso mais rápido a serviços de urgência e emergência.
Moradores celebram início das obras
Durante a cerimônia, residentes elogiaram o anúncio. José Crespin, segurança e morador há 18 anos do Ribeirão Verde, disse que hoje quem procura atendimento “chega cedo e sai de noite” nas unidades distantes. “Agora vai facilitar bastante para nós”, afirmou. Rosângela Barbosa Morales, dona de casa e moradora há 15 anos, lembrou a dificuldade de levar crianças para atendimento: “É muito longe e demorado. Ficar com a criança à noite em outra UPA é muito difícil”.
Autoridades presentes destacaram que a obra atende a uma demanda antiga na região e citam o projeto como cumprimento de promessa de campanha. A sequência do trabalho prevê, após a terraplenagem, as fundações e a elevação da alvenaria.
Com máquinas já em operação e a ordem de serviço assinada, moradores e gestores acompanham a expectativa de que a nova UPA transforme o acesso à saúde na área, reduzindo deslocamentos e tempos de espera.



