Administração afirma que repasse deve-se aos altos custos na prestação do serviço
A população de Barretos enfrenta um aumento significativo na conta de água, com reajuste de 24,63% a partir deste mês. Essa medida, justificada pela prefeitura como necessária para compensar uma defasagem de 52,9% nos custos dos últimos dois anos, gerou revolta entre os moradores.
Impacto nos moradores
O aumento impacta diretamente o orçamento familiar. Regina Andrea Martins, vendedora, relata a dificuldade em economizar água devido à necessidade de limpeza constante de sua casa, localizada próxima a um terreno com entulhos. A situação se agrava com a alergia de seu filho, exigindo ainda mais o uso da água. Outros moradores também expressam indignação, considerando o valor inaceitável, principalmente para quem recebe um salário mínimo.
Reajuste e problemas no serviço
O reajuste elevou a tarifa mínima de R$ 2,07 para R$ 3,44 por metro cúbico. Além do aumento, os moradores reclamam da qualidade do serviço, citando falta d’água e água com coloração esbranquiçada em alguns bairros, como o Jardim Califórnia. Marcelita Delarco Simiano, moradora da região, relata a falta de água pela manhã e aos domingos, demonstrando insatisfação com o serviço prestado.
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Resposta da prefeitura
O diretor superintendente do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Silvio Brito, afirma que os reajustes anteriores não foram suficientes para cobrir as despesas, alegando que o caixa da autarquia está no vermelho. Ele justifica o reajuste atual como necessário para manter a operação do sistema, afirmando que a prefeitura optou por não repassar o percentual total da defasagem para não penalizar a população. Brito afirma que os problemas com falta d’água são pontuais e que a prefeitura buscará cortes de gastos e novos investimentos na rede para solucionar os problemas.



