Prefeitura de Barretos emite nota de repúdio após vídeo com críticas a cotas raciais
A prefeitura de Barretos emitiu uma nota de repúdio ao racismo após a circulação de um vídeo polêmico nas redes sociais. O vídeo, que mostra uma professora criticando cotas raciais em um concurso para professores da rede municipal, gerou grande repercussão e motivou a manifestação oficial do poder público.
O Vídeo da Discórdia
No vídeo, a professora Michelle Oliveira questiona a implementação de cotas raciais, argumentando que a seleção deveria ser baseada em critérios de pobreza, e não de raça. Ela também expressa descontentamento com a inclusão de cotas para pessoas com deficiência (PCD), gerando indignação e debates acalorados nas redes sociais.
Posicionamento da Prefeitura e Análise Jurídica
Diante da repercussão negativa, a Prefeitura de Barretos, liderada pelo prefeito Odaer de Moura e Silva e pela secretária de Educação, Mírica de Oliveira Stephanie Costa, emitiu uma nota oficial repudiando qualquer forma de racismo e discriminação racial. A administração municipal reafirmou seu compromisso com a igualdade racial, a defesa dos direitos humanos e o respeito às cotas raciais.
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O advogado Roberto Seixas Pontes, consultado pela CBN, ressaltou a legitimidade do debate sobre políticas públicas, como as cotas raciais, dentro dos limites da lei. Ele alertou que manifestações que ultrapassem o campo da crítica e se tornem ataques discriminatórios podem acarretar em responsabilização penal e civil.
O Debate Sobre Cotas e a Necessidade de Representatividade
A pedagoga e coordenadora nacional de entidades negras, Silvia Seixas, participou da discussão, enfatizando que a persistência do debate sobre cotas evidencia o racismo estrutural no Brasil. Ela defendeu as cotas como uma ação afirmativa temporária, visando a diversificação dos espaços de poder e a promoção da igualdade racial.
Silvia Seixas também destacou a importância da educação na formação de cidadãos conscientes e engajados na luta contra o racismo, e a necessidade de uma reforma política que garanta a representatividade negra nos parlamentos e em cargos de decisão.
A situação reacende o debate sobre a importância das políticas de ação afirmativa e a necessidade de combater o racismo em todas as suas formas.



