Segundo o executivo, os terrenos ficam em local irregular demarcado em uma área de preservação ambiental
Nesta terça-feira, moradores de Cajorou receberam a notícia da demolição de seis chácaras localizadas a cerca de 500 metros da área urbana. A prefeitura justifica a ação alegando que se trata de um loteamento irregular em área de preservação ambiental.
Lotes Irregulares em Área de Preservação
A prefeitura afirma que o loteamento foi demarcado irregularmente em uma área de preservação ambiental. Jaini Fernandes, esposa do dono da propriedade que vendeu os lotes, contesta a informação, alegando que os terrenos não estão em áreas de nascentes e que o prefeito estaria se aproveitando da situação. Ela afirma que os lotes possuem escritura e toda a documentação regularizada.
Questionamentos e Implicações
A demolição gerou questionamentos por parte dos moradores e compradores dos lotes. Eles questionam a seletividade da ação, considerando a existência de outros loteamentos irregulares na região, alguns com desmatamento e vazão de minas d’água. A suspeita é de que o prefeito esteja interessado em lotear a área em questão.
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Ação do Ministério Público e Prefeitura
A demolição ocorre por ordem do Ministério Público, que considera a área protegida e sem legalização para construções. O prefeito, João Rogério Ré, afirma que o local é área de recarga do Aquífero Guarani e que a demolição, com apoio da CETESB, visa ações preventivas para evitar que haja moradores no local. Ao todo, 28 lotes serão demolidos, com o apoio das polícias militar e ambiental. A prefeitura alega a falta de um projeto de expansão urbana como justificativa para a irregularidade dos loteamentos.
A situação demonstra a complexidade da questão fundiária e a necessidade de planejamento urbano adequado para evitar conflitos e danos ambientais. A ação da prefeitura, embora polêmica, busca proteger uma área de preservação ambiental importante.