Apesar da medida, uma ação do Ministério Público manteve a proibição das celebrações com fiéis pelo risco de contaminação
Franca enfrenta impasse religioso durante pandemia
Justificativa da Prefeitura e a realidade
A Prefeitura de Franca justificou a elaboração de uma lei que permitiria a abertura de igrejas e templos religiosos com base em uma mudança de classificação desses espaços, considerando a necessidade de proximidade dos fiéis com seus locais de culto em tempos de crise, como pandemias e catástrofes naturais. No entanto, a realidade é diferente. De acordo com Luiz Roberto Garcia de Oliveira, secretário municipal de administração e recursos humanos, as igrejas permanecem fechadas devido a uma decisão judicial em vigor.
Impacto da lei e a fase vermelha
A lei publicada no Diário Oficial de Franca torna-se inócua enquanto a decisão judicial permanecer. Somente com a revogação desta decisão, as igrejas poderiam abrir, enquadrando-se como serviços essenciais, independente da fase do Plano São Paulo. Atualmente, Franca está na fase vermelha, permitindo apenas o funcionamento de serviços essenciais. Missas e celebrações presenciais estão proibidas, sendo permitidas apenas transmissões online, situação que deve se estender pelo menos até 14 de [mês], data de nova avaliação do Plano São Paulo.
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A fé online e a preparação para o retorno
Dom Paulo Roberto Beloto, bispo de Franca, destaca a importância do contato presencial dos fiéis com as celebrações religiosas, enfatizando a necessidade de retorno às atividades presenciais. Apesar da proibição, a Igreja Católica já se prepara para o retorno, com protocolos de segurança, incluindo distanciamento social, limitação de fiéis, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel. Até a data de publicação desta reportagem, Franca registrava 371 casos de Covid-19 e 8 óbitos.



