Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A saúde em Franca enfrenta um momento crítico, intensificado após a morte da estudante Luara Prieto Ribeiro. Luara, que buscou atendimento médico diversas vezes, faleceu aos 25 anos devido a uma infecção urinária, levantando suspeitas de negligência por parte da família.
O Caso Luara Prieto e a Repercussão
O caso de Luara ganhou grande repercussão e abriu espaço para outras denúncias de falhas no sistema de saúde local. A família questiona a eficácia dos tratamentos recebidos por Luara, que podem ter mascarado o problema real. A busca por respostas e justiça continua.
Outras Denúncias e a Falta de Estrutura
Paralelamente, a morte da diarista Francesca Firmina da Silva, ocorrida pouco tempo após receber atendimento no pronto-socorro municipal, reacendeu a discussão sobre a qualidade dos serviços de saúde. Além disso, denúncias de precariedade na limpeza e relatos de infestação de pragas no pronto-socorro infantil expuseram a falta de estrutura e as condições insalubres enfrentadas por pacientes e profissionais.
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Emergência e a Surpresa do Cremesp
Apesar das evidências e denúncias, a prefeitura de Franca negava problemas na saúde até recentemente, quando decretou estado de emergência. A medida pegou de surpresa até mesmo o conselheiro do Cremesp na cidade, Dr. Lavínio Camarim, que expressou preocupação com a falta de transparência do governo municipal em relação à real situação da saúde no município. Ele também mencionou a recusa dos médicos do UPA Álvaro Azuz em fazer horas extras, agravando ainda mais a espera por atendimento, e a falta de estrutura para o atendimento adequado aos pacientes.
Diante da crise, o Cremesp defende uma readequação para a contratação de novos profissionais em vez da decretação do estado de emergência. A prefeitura de Franca, procurada para comentar as denúncias e a decretação do estado de emergência, não se pronunciou até o momento.
A situação exige atenção e medidas urgentes para garantir a assistência à população.



