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Prefeitura de Jaboticabal passa a oferecer água em caminhões-pipa para assistir bairros desabastecidos

Baixa no Córrego Rico e no nível de dois poços fez com que a oferta de água na cidade caísse 20%
água em caminhões-pipa
Baixa no Córrego Rico e no nível de dois poços fez com que a oferta de água na cidade caísse 20%

Baixa no Córrego Rico e no nível de dois poços fez com que a oferta de água na cidade caísse 20%

Jabotikabal enfrenta grave crise hídrica, afetando cerca de 8 mil moradores, ou 10% da população. A situação, segundo João Galbiati, presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto da cidade, é resultado de diversos fatores.

Vulnerabilidade do Sistema

O abastecimento de água em Jabotikabal depende em 70% do Córrego Rico, cuja captação teve que ser reduzida devido à estiagem. Dois poços profundos, fontes complementares, também apresentaram rebaixamento do nível d’água, forçando redução na captação. Consequentemente, o fornecimento de água na cidade foi diminuído em cerca de 20%.

Déficit de Investimentos

Galbiati destaca a falta de investimentos em infraestrutura nos últimos 20 anos. A autarquia recebeu investimentos quase nulos e assumiu dívidas consideráveis, dificultando investimentos imediatos. Embora haja um planejamento para perfurar novos poços e melhorar a distribuição de água por meio da setorização, a falta de recursos financeiros impacta a execução do projeto. O aumento no consumo de água nos últimos anos não foi acompanhado por investimentos proporcionais, agravando a situação atual.

Medidas Paliativas e Soluções a Longo Prazo

Como medida paliativa, quatro caminhões-pipa atendem as regiões mais afetadas. Entretanto, a demanda é alta e nem sempre é possível atender a todos que necessitam no momento desejado. As perdas de água na cidade são significativas, cerca de 40% da água bombeada, devido a adutoras antigas e inadequadas. Um projeto de setorização está em fase de publicação do edital, visando controlar a rede de distribuição. A regularização completa do abastecimento para os 8 mil moradores afetados é prevista apenas para o próximo ano, dependendo da obtenção de recursos junto aos governos estadual e federal para a perfuração de novos poços. A demora na execução de projetos públicos contribui para o atraso na solução do problema.

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