Com dívidas que ultrapassam os R$ 43 milhões, novo Prefeito diz que cidade quebrou
A crise financeira em Pirassununga, município do interior paulista, acende o alerta sobre a situação de diversas cidades brasileiras. Com uma dívida de R$ 43 milhões, herdada da gestão anterior, a prefeitura decretou estado de calamidade financeira.
Dívida e seus Impactos
A dívida abrange atrasos em pagamentos de servidores públicos, incluindo horas extras, e de fornecedores de diversos setores, como postos de combustíveis, oficinas e fornecedores de alimentação. O prefeito eleito, do PSDB, declarou não ter condições de arcar com o pagamento imediato da dívida, afirmando que a prefeitura quebrou. A estratégia inicial é auditar a dívida para, posteriormente, buscar um parcelamento com os credores.
Prioridades e Preocupações
O prefeito anunciou uma reunião com credores para discutir a situação e definir prioridades de pagamento. A saúde foi apontada como prioridade máxima, seguida pela educação. Servidores municipais e moradores expressam preocupação com os impactos da crise na prestação de serviços públicos e investimentos em infraestrutura. Segundo um professor e uma servidora, a falta de recursos afeta diversos setores da cidade.
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Análise da Situação
Para um especialista em gestão pública, o decreto de calamidade financeira, que necessita de aprovação legislativa, não é a solução ideal. Ele destaca a importância de cautela e transparência no processo, especialmente em casos de troca de gestão, evitando a responsabilização indiscriminada do gestor anterior. Apesar das tentativas de contato, a ex-prefeita não se manifestou sobre o assunto.
A situação em Pirassununga ilustra a complexidade da gestão pública municipal e os desafios em equilibrar as finanças públicas com a necessidade de garantir a prestação de serviços essenciais à população. A busca por soluções transparentes e responsáveis é fundamental para superar a crise e garantir o desenvolvimento da cidade.



