Objetivo é definir o que é prioridade e traçar estratégias para melhorar a atuação; administração abriu licitação para o estudo
A Prefeitura de Ribeirão Preto lançou uma licitação de R$ 300 mil para contratar uma empresa especializada em diagnosticar a política de atendimento a crianças e adolescentes no município e elaborar um plano de proteção social. O objetivo é definir prioridades e estratégias para aplicar o orçamento de assistência social, que supera R$ 117 milhões.
Diagnóstico da situação atual
Segundo o secretário de Assistência Social, Júlio Balheiro, o diagnóstico atualizará a realidade local, embasando as políticas públicas, apontando prioridades e mobilizando estratégias para um plano de ação. A contratação de uma empresa externa se justifica pela necessidade de um trabalho consistente e pela dimensão do município, com mais de 700 mil habitantes.
Necessidade de um novo plano de ação
Balheiro explicou que a gestão anterior deveria ter elaborado um plano de ação, mas a ausência deste, somada à desatualização de dados desde 2015, justifica a contratação. O plano levará em consideração as mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais da última década. A previsão é que o plano esteja pronto em fevereiro de 2025, após a aprovação do balanço orçamentário do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CBMCA).
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Prioridades da nova gestão
O secretário destacou ações da nova administração, como a reaproximação da Assistência Social com o sistema jurídico e judiciário, melhorias na acessibilidade e estrutura do CREAS I, aumento de vagas em cursos de capacitação e retomada de obras paradas. Ele também reconheceu a necessidade de investimentos na área de atendimento a idosos, mencionando a busca por parcerias para ampliar o número de vagas e reduzir a fila de espera. A prioridade do orçamento da assistência social, no entanto, será direcionada ao atendimento de crianças e adolescentes sob proteção social.
Apesar do orçamento da assistência social ser um dos menores da administração, o custo do diagnóstico está previsto e não onera outras áreas. A gestão busca parcerias para atender às demandas, especialmente na área de idosos e moradores de rua.



