Estudante morreu em 2014 depois de ter quatro diagnósticos diferentes em postos de saúde da cidade; ela foi vítima de meningite
A Prefeitura de Ribeirão Preto foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização à família de Gabriela Zafra, estudante de 16 anos que faleceu em 2014 após suspeita de falha no atendimento na UPA da 13 de Maio. A decisão judicial, que transitou em julgado, não cabe mais recurso.
Relembre o caso:
Em 15 de abril de 2014, Gabriela procurou atendimento médico relatando dores no pescoço. Após passar por dois postos de saúde, chegou à UPA da 13 de Maio, onde foi diagnosticada com dor muscular e recebeu apenas um anti-inflamatório. Horas depois, retornou à UPA com piora do quadro, apresentando febre, vômito e falta de ar. Mesmo assim, recebeu apenas analgésico e teve alta. Pouco tempo depois, sofreu parada cardiorrespiratória e faleceu. A autópsia revelou meningite.
Falha no atendimento:
De acordo com laudo pericial, a ausência de exames simples, como um hemograma, logo na primeira consulta na UPA, impossibilitou um diagnóstico preciso e oportuno. Alterações nos glóbulos sanguíneos, indicativas de infecção ou inflamação, poderiam ter sido detectadas, levando a um tratamento adequado e possivelmente salvando a vida de Gabriela.
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Consequências da sentença:
A mãe de Gabriela, Fabriana Zafra, expressou sua dor e a importância de mães insistirem por atendimento médico adequado para seus filhos. O valor da indenização, corrigido monetariamente desde 2014, chega a aproximadamente R$150 mil e será pago pela prefeitura via precatório. A prefeitura informou que tomará as medidas cabíveis, de acordo com o andamento do processo judicial. O caso destaca a necessidade de melhorias nos serviços de saúde pública e a importância do diagnóstico precoce em situações de urgência.



