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Em Cristais Paulista, a prefeita Catiussa Leonardo Mendes (PSD) teve o mandato cassado após votação na Câmara Municipal. Nove vereadores votaram pela cassação, alegando 13 irregularidades na administração. A prefeita, eleita em 2020 com mais de 3 mil votos, não participou da sessão. Sua defesa tentou suspender o processo, mas o pedido foi negado pela justiça.
Irregularidades na Administração
Uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), instaurada em fevereiro, apontou duas principais irregularidades: a contratação de empresa para gerência do cartão de alimentação sem licitação e pagamentos indevidos referentes a vale-refeição. O relatório também acusou a prefeita de quebra de decoro.
Impeachment e o Poder Legislativo
O cientista político Bruno Silva analisa o caso como um processo análogo a um impeachment, destacando a expressiva votação na Câmara. Ele aponta que a prefeita respondeu a três crimes e que a decisão do legislativo é soberana, mesmo que haja possibilidade de recursos na justiça. Silva ressalta o poder do legislativo na fiscalização e a importância da relação próxima entre os poderes executivo e legislativo para evitar conflitos.
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Governo Interino e Reflexões sobre a Gestão Pública
Com a cassação, o vice-prefeito Elson Gomes (PTB) assume o governo de Cristais Paulista. O episódio levanta questionamentos sobre a gestão pública municipal e a importância da transparência e da legalidade nas ações administrativas. A situação demonstra o papel crucial do legislativo na fiscalização e responsabilização dos atos do executivo.