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Prefeitura de Ribeirão Preto emite alerta após aumento de casos e internações por hepatite A

Doença transmitida por água e alimentos contaminados preocupa autoridades de saúde; infectologista reforça importância da vacina e higiene das mãos.
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Doença transmitida por água e alimentos contaminados preocupa autoridades de saúde; infectologista reforça importância da vacina e higiene das mãos.

A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) emitiu um alerta epidemiológico devido ao crescimento acentuado nos casos de hepatite A na cidade. O surto, que atinge tanto crianças quanto adultos, tem gerado um alto índice de internações e acendido o sinal amarelo para a necessidade de vacinação e reforço nos hábitos de higiene.

O médico infectologista Lucas Agra explica que a hepatite A é uma virose que ataca o fígado, transmitida pela via fecal-oral. Isso ocorre por meio do consumo de água ou alimentos contaminados, além da manipulação inadequada de itens por mãos que tiveram contato com o vírus.

Sintomas e o perigo da transmissão silenciosa

Diferente das variantes B e C, a hepatite A não se torna crônica, mas o quadro clínico pode ser severo e desconfortável. Os principais sintomas incluem pele e olhos amarelados; urina escura (cor de café) e fezes esbranquiçadas; febre, cansaço extremo e náuseas intensas.

Um dos maiores desafios para o controle do surto é que a transmissão começa cerca de duas semanas antes do aparecimento dos primeiros sinais, como a pele amarela. Com isso, pacientes infectados podem transmitir o vírus involuntariamente antes mesmo de saberem que estão doentes.

Queda na vacinação e prevenção

Para o Lucas Agra, o retorno da doença está diretamente ligado à queda na adesão vacinal nos últimos anos. “A vacinação é fundamental para a longevidade e a barreira de proteção da sociedade”, afirma o médico, destacando que a desconfiança na ciência tem permitido a volta de doenças antes controladas.

A vacina contra a hepatite A está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para crianças e grupos de risco, como pessoas com cirrose ou que já convivem com as hepatites B e C. Para os demais grupos, a recomendação é buscar a atualização vacinal na rede privada.

Além da vacina, a higienização rigorosa das mãos é apontada como a medida mais eficaz para evitar a contaminação. Dados nacionais já apontavam um crescimento de 90% nos casos de hepatite A no primeiro semestre do ano passado, tendência que agora se reflete no cenário local de Ribeirão Preto.

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