Asfalto frio é produzido pela própria Infraestrutura, já que Executivo não encontra a matéria prima quente, mais resistente
A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta dificuldades para adquirir asfalto quente, material considerado mais durável e eficaz para o tapa-buracos na cidade. Sem conseguir atrair empresas fornecedoras nas últimas licitações, a administração municipal tem recorrido ao asfalto frio, produzido pela própria Secretaria de Infraestrutura, uma solução paliativa que não resolve o problema a longo prazo.
O Desafio das Licitações Desertas
O principal obstáculo para a aquisição do asfalto quente tem sido a falta de interesse das empresas nas licitações promovidas pela prefeitura. As três últimas tentativas, com valores aproximados de R$ 6 milhões, não atraíram nenhum fornecedor. A administração alega ter ciência do problema, que representa um desperdício de verba pública, especialmente em tempos de crise.
Nova Estratégia para Atrair Fornecedores
Diante do cenário desfavorável, a prefeitura adotou uma nova estratégia para tentar viabilizar a compra do asfalto quente. A proposta atual é oferecer um valor menor, com um contrato de menor duração, buscando tornar a licitação mais atrativa para as empresas. O edital mais recente, publicado no Diário Oficial, prevê um investimento de R$ 1.400.000 para um contrato de seis meses.
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Expectativas para a Retomada do Tapa-Buracos com Asfalto Quente
O secretário de Infraestrutura, Oswaldo Braga, explicou que a redução do valor do contrato foi uma medida necessária para adequar a licitação à realidade do mercado. Segundo ele, os cálculos foram revisados e a nova proposta é considerada suficiente para atender às necessidades da cidade até o final do ano. A expectativa é que as propostas sejam conhecidas no dia 29 de julho, e a operação tapa-buracos com asfalto quente seja retomada até a segunda quinzena de atrássto, caso haja um fornecedor definido.
A administração municipal espera que, com a retomada do uso de asfalto quente e a recapeamento de 63 quilômetros de vias, seja possível atender a demanda da cidade em relação ao tapa-buracos, utilizando as 4 mil toneladas do produto, o que equivale a aproximadamente 2.300 metros cúbicos de buracos tapados. A prefeitura não utiliza asfalto quente desde o segundo semestre do ano passado.



