Esse grupo ainda enfrenta dificuldades sociais e de trabalho na sociedade
A diversidade, tema em destaque na sociedade, busca a igualdade e inclusão de todos. Contudo, a população LGBTQIA+ ainda enfrenta diversos desafios no Brasil.
Desigualdade no mercado de trabalho e violência
Dados da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) apontam um cenário alarmante: apenas 10% da população trans está inserida no mercado formal de trabalho, e uma morte violenta é registrada a cada 48 horas. A psicóloga Juliana Proença destaca a necessidade da desconstrução de preconceitos para um mercado de trabalho mais inclusivo, combatendo a cultura machista e fóbica.
O papel do Judiciário e ações inclusivas
Carolina Gama, Juíza Auxiliar e Coordenadora do Anexo de Violência Doméstica de Ribeirão Preto, ressalta a importância do Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública estarem mais atentos às violações de direitos da população LGBTQIA+. Ações como palestras e materiais educativos são fundamentais para conscientizar e promover a inclusão. Um exemplo positivo é o caso de Miguel Henrique de Rezende Dias, um aluno transexual que, com o apoio da diretora de sua escola, conseguiu ser chamado pelo nome social e participa do torneio de futsal masculino.
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Ações para o futuro: um centro de acolhimento e cidadania
A cidade de Ribeirão Preto deve receber em breve um centro de acolhimento e cidadania LGBTQIA+, iniciativa da ONG As Gatas de Ribeirão, que oferecerá atividades e conectará pessoas trans ao mercado de trabalho por meio de parcerias com empresas. O espaço também visa orientar famílias sobre como lidar e acolher pessoas LGBTQIA+. A Prefeitura de Ribeirão Preto afirma que o centro terá atendimento multiprofissional e buscará parcerias para evitar custos ao município, embora o projeto ainda esteja em fase de formulação.
A busca por um futuro mais inclusivo requer a união de esforços de todos os setores da sociedade, desde o mercado de trabalho até o sistema judiciário e as instituições de ensino. Ações como a criação do centro de acolhimento demonstram um avanço significativo, mas a luta pela igualdade e o fim da violência contra a população LGBTQIA+ continua.