Em 2017 nenhum caso da doença foi registrado na cidade; em São Paulo 21 pessoas morreram neste ano
A febre amarela tem sido um assunto preocupante em São Paulo, com 21 mortes registradas nas duas primeiras semanas do ano. Para combater a desinformação e a confusão com outras doenças, a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo lançou uma campanha de conscientização.
Sintomas e Diagnóstico Precoce
A campanha visa esclarecer os sintomas iniciais da febre amarela, que podem ser confundidos com outras enfermidades como gripe. A detecção precoce é crucial, pois o tratamento nos estágios iniciais é menos complexo. A demora no diagnóstico pode levar à fase hepática e hemorrágica, potencialmente letal.
Macacos: Vítimas, não Vilões
Um ponto importante abordado pela campanha é a desmistificação do papel dos macacos. Eles são vítimas da doença, assim como os humanos, e não a transmitem diretamente para as pessoas. A transmissão ocorre através do mosquito, que pode picar um macaco infectado e, posteriormente, um humano.
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Vacinação e Prevenção
Com a antecipação do calendário de vacinação fracionada para o dia 29 de janeiro em 54 cidades, a campanha também esclarece as diferenças entre a vacina fracionada (utilizada em situações de emergência) e a dose plena. A vacina fracionada exige revacinação em oito anos, enquanto a dose plena oferece imunidade vitalícia. Apesar da vacinação, a vigilância e monitoramento do comportamento dos macacos em áreas urbanas continuam sendo importantes para a detecção precoce de possíveis surtos.
Em Ribeirão Preto, apesar de não ser considerada área de risco, a prefeitura monitora a situação dos macacos e as unidades de saúde oferecem a vacina. A alta procura pela vacina em clínicas particulares tem levado à falta de doses, com previsão de reposição em 40 dias devido a questões de importação e liberação pela Anvisa. A prevenção e a informação são fundamentais para controlar o avanço da febre amarela.



