Decisão levou em consideração o entendimento de que a cidade não precisa de uma nova prefeitura; Bruno Silva comenta
A prefeitura de Ribeirão Preto cancelou a obra do novo Centro Administrativo, gerando um custo de R$ 70 mil aos cofres públicos. A decisão, anunciada na solenidade de 100 dias do governo Ricardo Silva, baseou-se em uma lei que permite ao poder público rever seus próprios atos após três meses de estudos.
Motivos para o cancelamento
Segundo o secretário de administração, João Rafael Mão, Ribeirão Preto possui outras prioridades e não necessita de um novo prédio para a prefeitura. A construção, aprovada na gestão anterior por R$ 173 milhões, geraria melhorias no atendimento à população e reduziria gastos com aluguéis, mas o atual prefeito sempre se posicionou contra o projeto.
Impactos financeiros e judiciais
O valor de R$ 70 mil para o cancelamento abrange custos com materiais e pagamentos de trabalhadores. A construtora contratada, H2obras, poderá questionar a decisão na justiça e exigir o pagamento de valores adicionais. A prefeitura pretende realocar os R$ 60 milhões destinados à obra para outras áreas, como a saúde, necessitando de aprovação da Câmara Municipal.
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Reações e perspectivas futuras
Comerciantes da região onde seria construído o prédio demonstram frustração com o cancelamento. Especialistas em direito administrativo apontam a possibilidade de ações judiciais pela construtora. O debate político sobre a decisão e a realocação dos recursos permanece aberto, com preocupações sobre a eficiência dos gastos públicos e a necessidade de um planejamento urbano mais eficaz. A falta de consenso político em relação a projetos de grande porte é um fator relevante a ser considerado para evitar gastos desnecessários.