Discussão ganhou corpo por conta do rebaixamento do Aquífero Guarani; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Ribeirão Preto e a polêmica captação de água do Rio Pardo
Captação de água do Rio Pardo: um debate que retorna à pauta
A captação de água do Rio Pardo em Ribeirão Preto, um tema polêmico que já dura anos, voltou à discussão na prefeitura. A Agência Nacional de Águas (ANA) recomendou a captação em 2012, mas a implementação ainda não ocorreu. Com o rebaixamento do Aquífero Guarani, única fonte atual de água da cidade, a necessidade da captação se tornou ainda mais urgente. O tema será debatido no congresso latino-americano de prefeituras no México, com expectativa de início da captação até 2026.
Polêmicas e desafios do projeto
Em 2016, a proposta gerou controvérsia, com alegações de que a água do Rio Pardo seria imprópria para consumo em bairros mais pobres. No entanto, a tecnologia atual permite a purificação da água, tornando-a potável. O custo estimado do projeto é superior a 500 milhões de reais, incluindo captação e tratamento. Apesar de projetos de financiamento federal não terem obtido sucesso, estudos recentes mostram um rebaixamento de 120 metros do Aquífero Guarani nos últimos 71 anos, reforçando a urgência da iniciativa. A população precisa entender que a captação superficial é uma medida para aliviar a pressão sobre o aquífero.
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Participação popular e o Plano Plurianual (PPA)
A baixa adesão da população às audiências públicas do PPA (Plano Plurianual) de Ribeirão Preto, que define as diretrizes de desenvolvimento da cidade entre 2022 e 2025 (com orçamento estimado em 15 bilhões de reais), é preocupante. A falta de participação popular limita a inclusão de sugestões importantes no plano, afetando diretamente as comunidades. O engajamento das lideranças comunitárias é crucial para garantir a representatividade das necessidades da população e evitar reclamações futuras sobre a falta de melhorias em seus bairros.
A captação de água do Rio Pardo é um projeto necessário para garantir o abastecimento de água em Ribeirão Preto, considerando a exploração excessiva do Aquífero Guarani. A união de esforços entre prefeitura, governo estadual e federal é fundamental, assim como a participação ativa da população para que o projeto seja implementado com sucesso e de forma sustentável.