Medida foi tomada após vereador Paraná Filho (PP) dizer que o evento fere a “moral e os bons costumes”
São Carlos foi palco de uma polêmica envolvendo a adiada realização de um evento LGBTQIA+ na cidade. A Prefeitura Municipal decidiu adiar o encontro, que aconteceria no último domingo, após um vereador levantar preocupações sobre a apresentação de um artista conhecido como “Satan”, alegando que o evento feriria a moral e os bons costumes.
Prefeitura Adia Evento LGBTQIA+
A Associação da Parada LGBTQIA+ de São Carlos acusou a gestão municipal de censurar o evento, reagindo às declarações do vereador. A polêmica gerou debates acalorados nas redes sociais, com usuários divididos entre apoio e críticas ao parlamentar. O secretário de Esportes e Cultura, Fernando Carvalho, alegou problemas de infraestrutura e segurança como justificativa para o adiamento, sem anunciar uma nova data.
Mudança de Local e Desmentidos
O secretário anunciou a mudança de local do evento, do centro da cidade para um ginásio em outro bairro. Ele afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com os organizadores, informação desmentida pela APOLGBT. Em nota, a associação classificou a declaração do secretário como “fake news”, alegando não ter sido consultada sobre o adiamento e atribuindo a decisão à pressão do vereador.
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Vereador se Defende
O vereador em questão se defendeu, afirmando ter agido como fiscal do Poder Executivo. Ele argumentou que solicitou o adiamento para um melhor planejamento, buscando um local mais adequado, com classificação etária e o cumprimento das normas legais. Negou que seu pedido se tratasse de censura, alegando que não há impedimento legal, mas sim moral, devido ao conteúdo considerado impróprio do artista, que incluiria palavrões, conteúdo pornográfico e coreografias obscenas.
O adiamento do evento LGBTQIA+ em São Carlos expôs divergências sobre liberdade de expressão, moralidade pública e a organização de eventos em espaços públicos. As diferentes versões sobre os motivos do adiamento e as reações da comunidade LGBTQIA+ demonstram a complexidade do tema e a necessidade de diálogo.



