Cidade terá mais 200 locais pagos de estacionamento; medida causa divergências entre motoristas e comerciantes
São Carlos terá mais vagas de estacionamento rotativo (área azul) a partir de setembro. O número de vagas saltará de 1.000 para 1.200, após a renovação do contrato com a empresa responsável pelo serviço até 2022. A decisão, porém, gera controvérsias.
Benefícios e Malefícios da Área Azul
A ampliação da área azul é vista como benéfica para o comércio local, que sofre com a falta de vagas para clientes. “Com a área azul, você acaba criando mais possibilidade do cliente estacionado”, afirma um comerciante. Por outro lado, consumidores temem o impacto nos pequenos serviços, como lotéricas e farmácias, onde o tempo de permanência costuma ser curto. “Eu sou contra porque às vezes a pessoa vai descer no centro, vai ficar só um pouquinho para ir ali numa loja e tem que pagar a área azul porque fica com medo da moça chamar o guarda e aí vem a multa”, relata um morador.
Preços e Modernização do Sistema
O valor mínimo para estacionar na área azul será de R$ 0,85 por meia hora, podendo chegar a R$ 3,40 por até duas horas. O secretário de transporte e trânsito, Coca-Ferras, afirma que a modernização do sistema e a expansão para outras regiões da cidade são objetivos da iniciativa. A empresa concessionária se comprometeu a aumentar o repasse à prefeitura de 8% para 18% e modernizar o sistema, além de expandir a área azul quando necessário.
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Opinião dos Comerciantes e Próximos Passos
O vice-presidente do 5º mestre de São Carlos, Wagner Luzzi, anunciou uma nova audiência pública para ouvir os comerciantes sobre a área azul, marcada para 11 de setembro. A Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) apoia a ampliação, alegando déficit de vagas para atender a demanda do comércio. Embora tenha havido consultas informais no ano passado, a nova audiência visa avaliar a opinião atual dos empresários sobre a expansão do estacionamento rotativo.
A expansão da área azul em São Carlos demonstra a busca por um equilíbrio entre a necessidade de vagas de estacionamento para o comércio local e as preocupações dos consumidores com os custos e a conveniência do sistema. A audiência pública de setembro será crucial para avaliar o impacto da medida e buscar soluções que atendam às necessidades de todos os envolvidos.



