Alguns profissionais que atendem na rede municipal estariam recebendo mais do que as horas contratadas
A administração de São José do Rio Pardo identificou irregularidades nos pagamentos de 78 profissionais da saúde. De acordo com a prefeitura, 18 médicos, incluindo fisioterapeutas e um dentista, receberam horas extras além do previsto em contrato, com alguns chegando a receber pagamento por 240 horas mensais, enquanto o contrato previa 120 horas.
Pagamentos Suspensos e Consequências
Em resposta às diferenças encontradas, a prefeitura decidiu pagar apenas as horas previstas em contrato. Como consequência, diversos médicos solicitaram férias ou licenças, resultando no adiamento de consultas e cirurgias, prejudicando diretamente os pacientes. A prefeitura afirma que entrará em contato com os pacientes para reagendar os atendimentos.
A Origem do Problema: Acordos Informais
Segundo o secretário municipal de gestão, Hélio Escudeiro, os pagamentos irregulares eram resultado de acordos informais entre profissionais da saúde e administrações anteriores, uma tentativa de compensar o baixo valor pago por hora (R$ 17). A nova gestão interrompeu a prática assim que a irregularidade foi descoberta, uma vez que esses acordos eram verbais, sem registro formal. Um dos médicos envolvidos, Eliezer Guzmão, explicou que seu acordo previa pagamento por produtividade (número de pacientes atendidos), justificando as horas extras pela necessidade de atender adequadamente a demanda.
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Negociações e o Futuro
A prefeitura busca negociar um reajuste das horas trabalhadas com os médicos, tendo realizado uma reunião inicial. Embora alguns médicos tenham justificado suas férias como uma forma de se proteger diante da redução salarial, a prefeitura ressalta que está trabalhando para encontrar uma solução que atenda tanto aos profissionais quanto aos pacientes, buscando retomar a normalidade dos atendimentos o mais breve possível.



