Funcionário teria sido xingado pelo seu superior de ‘macaco’, ‘gorilão’ e ‘negro vagabundo’; multa é de R$ 10 mil
Caso de racismo em Cetãozinho: indenização de R$ 10 mil
Um caso de racismo ocorrido em 2009 em Cetãozinho teve desfecho na última semana, com a condenação da prefeitura ao pagamento de indenização de R$ 10 mil a um funcionário. De acordo com o processo, o borracheiro, que trabalha na prefeitura desde 2003, foi chamado de “negrão”, “macaco”, “gorilão” e “negro vagabundo” por um superior durante um desentendimento relacionado a tarefas que não faziam parte de suas funções.
A Justiça e a versão da prefeitura
Embora o chefe do borracheiro tenha alegado que os termos eram usados no dia a dia sem intenção de ofender, a justiça entendeu que houve racismo e condenou a prefeitura. A procuradoria geral do município, por meio de nota, informou que irá recorrer da decisão. Caso a condenação seja mantida, a prefeitura pretende entrar com uma ação de regresso contra o servidor, que teria que ressarcir os R$ 10 mil.
Recurso e ação de regresso
O caso demonstra a complexidade de lidar com situações de racismo no ambiente de trabalho. A decisão judicial destaca a importância de se combater a discriminação racial, mesmo que as ofensas sejam apresentadas como parte do cotidiano. A prefeitura, ao recorrer da decisão e propor ação de regresso, demonstra sua discordância com a sentença, mas também a necessidade de se esclarecer os fatos e definir responsabilidades.
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A repercussão deste caso serve como um alerta para a necessidade de conscientização e combate ao racismo em todos os ambientes, públicos e privados. A busca por justiça e reparação para vítimas de preconceito racial é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.



