Weverton Alípio Marques foi agredido por três guardas civis, em janeiro de 2014, depois de uma discussão com os agentes
A Prefeitura de Sertãozinho foi condenada a pagar R$ 76 mil de indenização a Gustavo Simeone, conhecido como Prainha, por agressão sofrida por três guardas civis em janeiro de 2014. A decisão judicial põe fim a uma longa batalha judicial iniciada pela vítima.
Agressão no Parque Ecológico
O incidente ocorreu por volta das 18h, quando Prainha e sua namorada deixavam o Parque Ecológico. Após uma breve discussão com os guardas, o casal seguiu de moto. Cerca de 600 metros depois, o baú da moto caiu na marginal da rodovia. Neste momento, segundo Prainha, três guardas civis o abordaram, um deles apontando uma arma para sua cabeça. Ele foi agredido com golpes de cacetete e coronhadas, sofrendo fraturas no rosto, na mão esquerda e nas costelas, além de lesões oculares. As agressões só cessaram quando a namorada interveio.
Processo Judicial e Decisão
Após registrar boletim de ocorrência e passar por exame de corpo de delito, Prainha moveu um processo contra a Prefeitura de Sertãozinho, buscando indenização por danos morais, estéticos e materiais. A justiça acolheu o pedido, condenando o município ao pagamento de R$ 76 mil. A Procuradoria-Geral do Município informou que não caberão mais recursos à sentença.
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Consequências e Próximos Passos
Embora os guardas civis envolvidos continuem trabalhando, a Prefeitura de Sertãozinho afirmou que tomará as providências necessárias em relação a eles, buscando o ressarcimento do valor pago na indenização. O caso serve como alerta sobre a importância da responsabilização por atos de violência praticados por agentes públicos e a necessidade de se evitarem novas ocorrências semelhantes.



