Santa Lydia não recebeu repasse parcelado de R$ 10,2 mi, prometido em abril; em São Paulo, interventor tenta ajuda do governo
A Prefeitura de Ribeirão Preto efetuou, na data de ontem, depósitos parciais para a Santa Casa e o Hospital Beneficência Portuguesa. Foram destinados R$ 250 mil à Santa Casa e R$ 276 mil ao Beneficência Portuguesa. Esses valores representam uma fração da dívida total da administração municipal com as duas instituições, que alcança R$ 2,5 milhões.
Embora os pagamentos tenham sido confirmados tanto pela assessoria da prefeitura quanto pelos hospitais, a administração ainda mantém um débito de aproximadamente R$ 1,3 milhão com cada entidade.
Impacto nos Hospitais
Ricardo Marques, diretor administrativo do Beneficência Portuguesa, expressou preocupação com a insuficiência do valor pago para regularizar as contas do hospital. Ele ressaltou a importância do repasse para a manutenção dos serviços e lamentou a ausência de garantias por parte da prefeitura quanto ao pagamento integral da dívida. Segundo Marques, o montante é insuficiente para cobrir os custos com a equipe médica, e o hospital está buscando outras fontes de recursos para garantir a continuidade dos atendimentos.
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Marques também enfatizou a necessidade de um fluxo de caixa estável e aguarda um posicionamento da prefeitura sobre a data do próximo pagamento, referente a 50% do valor devido em março e ao mês de maio. A situação financeira do hospital é considerada delicada, e a falta de repasses regulares dificulta o planejamento financeiro.
A Situação do Hospital Santa Lídia
A prefeitura assegura que os pagamentos ao Hospital Santa Lídia estão em dia, conforme os contratos existentes entre a Secretaria de Saúde e a Fundação. No entanto, Rafael dos Anjos, interventor da instituição, contesta essa afirmação.
O hospital manifesta preocupação com a possibilidade de agravamento da situação financeira. O atraso no pagamento deste mês, embora já regularizado, gera incertezas quanto à capacidade do hospital de manter suas operações. A dependência dos repasses da prefeitura e a instabilidade financeira da administração municipal são fatores que contribuem para a apreensão da direção do hospital.
Acordo Judicial em Suspenso
Um acordo firmado em abril deste ano no Ministério Público previa o repasse de R$ 10,2 milhões para o Hospital Santa Lídia, visando quitar parte de uma dívida com fornecedores e equipe médica. No entanto, a primeira parcela do aporte, fixada em R$ 800 mil, não foi paga na data prevista. Uma audiência foi agendada para o dia 27 de atrássto na segunda vara da Fazenda Pública para tratar da questão judicialmente.
O interventor do hospital informou que o promotor Sebastião Sergio da Silveira se comprometeu a tentar antecipar a audiência, buscando uma solução mais rápida para o impasse. A prefeitura alega que o pagamento do aporte só poderá ser efetuado após a homologação do acordo na audiência de atrássto.
Diante desse cenário, as instituições de saúde aguardam uma definição por parte da prefeitura para garantir a continuidade dos serviços e o atendimento à população.



