Uma petição online chegou a ser realizada para impedir que o espaço fosse vendido; prédio pertence à Telefônica
O Museu de Arte de Ribeirão Preto (Marpe), localizado em um prédio histórico na Praça Carlos Gomes, não será vendido, segundo a prefeitura. A informação de uma possível venda, que circulou na internet e gerou uma petição online com mais de mil assinaturas, foi classificada como boato pela administração municipal.
Histórico do Prédio e sua Importância Cultural
O prédio, construído em 1906, possui um rico passado. Inicialmente sede do Clube Recreativo, abrigou posteriormente a Câmara Municipal e, desde 1992, o Marpe. Tombado em 2008 como patrimônio histórico, o imóvel representa um importante centro cultural para a cidade, e sua desvinculação do museu seria uma perda significativa para a história e a identidade local.
Propriedade e o Futuro do Museu
Apesar da desmentido da prefeitura, o prédio não pertence ao município, mas sim à Telefônica, tendo sido adquirido em 1999 com a privatização da Ceterp. Embora a prefeitura utilize o espaço como museu, não há documentação formalizando esse acordo, deixando a situação jurídica vulnerável. Um vereador, Alessandro Maraca, já tentou negociar a doação do imóvel com a Telefônica sem sucesso, mas agendou uma reunião para discutir o assunto na próxima semana. O Conselho de Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto (COMPAC) também se manifestou, afirmando que, mesmo em caso de venda, o tombamento histórico impõe restrições ao uso do prédio.
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Proxima semana é decisiva para o futuro do museu
A situação permanece incerta. A CBN Ribeirão entrou em contato com a Telefônica e a Secretaria da Cultura para obter esclarecimentos sobre a existência de contratos e as negociações previstas para a próxima semana, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. A reunião entre o vereador Maraca e representantes da Telefônica será crucial para o futuro do Marpe e a preservação de um importante patrimônio histórico e cultural de Ribeirão Preto.



