Objetivo do projeto é criar mais uma fonte de renda ao município; Bruno Silva explica a modalidade no ‘De Olho na Política’
A prefeitura de Ribeirão Preto sinalizou que deve aprovar o projeto que permite a venda de nomes de espaços públicos para empresas. Aprovado na Câmara na semana passada, o projeto prevê uma nova fonte de arrecadação para a administração municipal.
Nami Rights: O que é e como funciona?
O projeto permite a comercialização de naming rights, prática em que empresas pagam para ter seus nomes associados a locais públicos. Exemplos como o Allianz Parque e a Neo Química Arena ilustram esse modelo, já comum em espaços privados. Em Ribeirão Preto, praças e terminais de ônibus, por exemplo, poderiam receber nomes de patrocinadoras.
Preocupações e Transparência
Embora a iniciativa possa gerar receita para a prefeitura, especialistas alertam para a necessidade de transparência e um processo licitatório justo para evitar favorecimentos. A definição de como os recursos arrecadados serão utilizados e a garantia da manutenção dos espaços patrocinados também são pontos importantes. O vereador André Rodini, autor do projeto, afirma que se inspirou em modelos semelhantes de São Paulo, onde o Metrô e o Parque Ibirapuera já adotam essa prática.
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A prefeitura planeja analisar o projeto cuidadosamente antes da sanção, estudando a viabilidade e os detalhes da implementação. O processo licitatório previsto visa garantir a competição entre as empresas interessadas e a melhor utilização dos recursos públicos. A expectativa é que, após a sanção, o projeto gere uma nova fonte de renda para a cidade, permitindo investimentos em infraestrutura e serviços públicos.