Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
A prefeitura de Ribeirão Preto e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAE) estão investigando o impacto de poços de captação de água na cidade, tanto os clandestinos quanto os outorgados, no abastecimento de água em alguns bairros.
Mapeamento dos Poços Legalizados
Para identificar as bombas irregulares, o DAE fornecerá ao Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) um mapa detalhado com a localização exata de todos os poços legalizados no município. Dos 530 poços existentes, 109 são outorgados ao Daerp, enquanto os demais foram autorizados para condomínios, chácaras, postos de combustíveis e hospitais.
Desconhecimento da Captação e Impacto no Abastecimento
Tanto o Daerp quanto o DAE desconhecem o volume de água captado nesses pontos alternativos, bem como o número de poços clandestinos na cidade. A principal preocupação do diretor regional do DAE, Carlos Alencastre, é que a proximidade entre as bombas de captação possa comprometer o abastecimento. O mapa a ser apresentado à prefeitura visa elaborar um diagnóstico do desperdício e do desabastecimento, identificando áreas onde a perfuração de novos poços é restrita.
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Responsabilidade Compartilhada e Desperdício de Água
Em reunião, a prefeita Darci Vera ressaltou que a responsabilidade pelo desperdício de água deve ser compartilhada entre todos os órgãos, e não recair apenas sobre o DAE. Atualmente, 33% da água captada é desperdiçada. A prefeitura planeja criar um sistema de monitoramento para identificar a vazão de cada poço. Até 2006, a permissão para perfuração até o Aquífero Guarani era concedida pelo DAE, mas atualmente apenas o DAE pode abrir novos poços.
A iniciativa busca uma compreensão mais clara do uso da água na cidade e a implementação de medidas para otimizar o abastecimento e reduzir o desperdício.



