Plano de ação conta com patrulhamento, combate a receptadores e trabalho social com pessoas em situação de rua
Autoridades de Ribeirão Preto se reuniram para traçar um plano de combate aos furtos de fiação elétrica nos semáforos da cidade, Prefeitura e Forças de Segurança traçam, que têm causado apagões e transtornos no trânsito, especialmente no início das manhãs. Participaram da reunião representantes das polícias Militar, Civil e Metropolitana, além de órgãos de fiscalização da prefeitura.
Plano de ação integrado: O plano envolve três frentes principais: patrulhamento para flagrar os furtos, combate à receptação em ferros-velhos e trabalho social com pessoas em situação de rua e usuárias de drogas. Segundo o tenente-coronel Sandro Loureiro, da Polícia Militar, a legislação atual dificulta a punição efetiva dos autores, pois o furto de fiação não envolve ameaça ou uso de arma, o que faz com que os criminosos frequentemente sejam liberados rapidamente e reincidam no delito.
Foco no receptador e perfil dos autores
O delegado seccional Sebastião Piscinato destacou a importância de combater os ferros-velhos ilegais que compram a fiação furtada. Ele também ressaltou que a maioria dos autores são usuários de drogas, o que demanda ações de promoção social e saúde pública para reduzir a criminalidade. A Polícia Civil, Militar e Guarda Municipal estão unidas para colaborar nas investigações e fiscalizações.
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Desafios operacionais: O comandante da Polícia Metropolitana, Edson Ferreira, apontou a falta de efetivo e a dificuldade de realizar flagrantes devido à visibilidade das viaturas, que permite aos criminosos evitá-las. Ele afirmou que o número de usuários de drogas envolvidos é elevado, o que torna o combate mais complexo.
Dados e medidas da prefeitura: Até 15 de março de 2024, foram registrados 97 furtos de fiação em semáforos, com prejuízo estimado em 42 mil reais, valor superior ao do ano anterior. O chefe da fiscalização geral, capitão Brás, informou que a prefeitura já realizou operações em ferros-velhos, com prisões por tráfico e fiscalização para impedir funcionamento após as 19 horas, horário em que ocorrem a maioria dos furtos.
Informações adicionais
O superintendente da RpMob, Marcelo Galle, ressaltou que os custos da reposição da fiação são pagos pela prefeitura, mas o maior impacto é para a população que sofre com os semáforos apagados no horário de pico. O prefeito Ricardo Silva não descartou a existência de uma quadrilha organizada responsável pelos furtos e afirmou que haverá tolerância zero contra esses crimes. A população pode colaborar com denúncias anônimas pelo 190 (Polícia Militar) e 181 (Disque Denúncia da Polícia Civil).



