Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Servidores municipais de Campinas seguem em greve desde 30 de março, reivindicando reajuste salarial e benefícios. Apesar de três rodadas de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), um acordo ainda não foi alcançado entre o sindicato da categoria e a prefeitura.
Impasse Salarial e Benefícios
O ponto central da discordância é o aumento de 7,68%, referente à inflação, concedido pela prefeitura e aprovado pela Câmara Municipal. O sindicato alega que o trâmite atropelou as negociações e busca um novo ajuste, que inclua um aumento real de 7%, além de um cartão alimentação de R$400 e um bônus escolar de R$276.
Decisão Judicial e Descontos
O TRT negou, pela segunda vez, um pedido do sindicato para suspender os descontos na folha de pagamento dos cerca de 1.200 servidores (de um total de 4.500) que aderiram à paralisação. Segundo o presidente do sindicato, Luiz Fernando Nascimento, a prefeitura ainda não comunicou formalmente se o desconto será aplicado. O desembargador João Alberto Alves Machado, do TRT, explicou que a participação na greve suspende o contrato de trabalho, o que, em princípio, desobriga a prefeitura de pagar os dias não trabalhados.
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Próximos Passos e Manifestação do Ministério Público
O TRT intimou o sindicato e a prefeitura a se manifestarem em 48 horas sobre a possibilidade de um acordo. O sindicato já se manifestou favoravelmente, aguardando a resposta da administração municipal. O Ministério Público emitiu um parecer favorável à paralisação, o que pode influenciar as negociações. O sindicato alega que tenta agendar uma reunião com o prefeito desde 19 de março, sem sucesso. Uma nova decisão judicial sobre o caso é esperada em breve.
O impasse persiste, com os servidores buscando melhores condições e a prefeitura avaliando o impacto financeiro das reivindicações.



