Secretaria da Fazenda diz que será preciso remanejar verbas e que orçamento planejado pelo Governo Dárcy não previa reajuste
A greve dos servidores públicos municipais de Ribeirão Preto, que já dura 14 dias, coloca a prefeitura em uma situação delicada. A principal dificuldade, segundo a Secretaria da Fazenda, é a falta de previsão orçamentária para reajustes salariais em 2017. O orçamento, elaborado pela administração anterior, não contempla nenhum aumento.
Orçamento sem previsão de reajuste
O secretário da Fazenda, Manuel Gonçalves, afirma que para conceder o reajuste exigido pelos servidores será necessário realizar cortes em outras áreas do orçamento. “Para que nós possamos dar o aumento, nós temos que fazer corte no orçamento. Temos que tirar de alguma rubrica para poder dar esse aumento”, explicou o secretário. Essa situação gera dificuldades e preocupações para a administração municipal.
Déficit e cortes no orçamento
O prefeito, Do Arte Nogueira, já havia anunciado um déficit projetado de R$ 6 milhões no orçamento do primeiro semestre, mesmo sem conceder reajustes. Com a concessão do aumento salarial, a folha de pagamento, atualmente em R$ 152 milhões, aumentará ainda mais. A especialista em administração pública da USP, Cláudia Passador, alerta para os riscos de cortes indiscriminados no orçamento, que podem afetar diretamente a população e serviços essenciais. Ela defende um choque de gestão e planejamento estratégico como alternativas mais eficazes.
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Reajuste de impostos descartado
A Secretaria da Fazenda descarta, por enquanto, a possibilidade de reajustar impostos municipais, como o IPTU, para cobrir o aumento salarial. A pasta afirma que apenas estudos para atualização da planta genérica de valores estão em andamento. O governo aguarda o término das negociações com o sindicato para definir o percentual de reajuste e iniciar os estudos sobre os cortes orçamentários necessários.



