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Prefeitura fecha CAPS de Ribeirão Preto por falta de segurança

Jovem atendido no Centro de Atenção Psicossocial Infantil relata uso de drogas dentro da unidade
CAPS Ribeirão Preto
Jovem atendido no Centro de Atenção Psicossocial Infantil relata uso de drogas dentro da unidade

Jovem atendido no Centro de Atenção Psicossocial Infantil relata uso de drogas dentro da unidade

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) do bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto, foi fechado pela prefeitura devido a problemas de segurança, impactando o tratamento de crianças e adolescentes com dependência química. A unidade, que funcionava desde 2012, oferecia acompanhamento psicológico e encaminhamentos clínicos, mas a situação de insegurança no local levou à suspensão das atividades.

Insegurança e Consumo de Drogas Dentro da Unidade

Jovens atendidos relataram o consumo de drogas dentro do CAPSi, evidenciando a falta de segurança. Um adolescente, que preferiu não se identificar, mencionou a facilidade com que drogas entravam na unidade, prejudicando o tratamento. Essa situação gerou críticas e preocupação entre pais e responsáveis.

Impacto do Fechamento e Reações

O fechamento do CAPSi foi recebido com críticas, especialmente por pais que consideram a unidade essencial para o suporte a jovens com problemas de dependência. Luiz Antônio Damaceno, do Conselho Municipal sobre Álcool e Drogas (Comad), classificou o fechamento como um retrocesso, temendo prejuízos aos tratamentos em andamento. A ausência de um local adequado para encaminhar os jovens e suas famílias gera desamparo.

Posicionamento da Prefeitura e Alternativas

A prefeitura, por meio do coordenador de saúde mental Alexandre Souza Cruz, justificou o fechamento pela falta de segurança da equipe no local. A Secretaria de Saúde informou que os atendimentos não foram interrompidos e estão sendo realizados em outras unidades, com os pacientes e familiares sendo orientados sobre a continuidade do acompanhamento. Novos locais de atendimento não serão divulgados por questões de segurança. A prefeitura estuda a possibilidade de transferir o serviço para outros locais, como a Oviscondidinha ou o Núcleo de Saúde da Família.

Apesar do transtorno inicial, a administração municipal assegura que os jovens continuarão a receber o suporte necessário em outros pontos da rede de atendimento.

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