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Prefeitura informa que reparos na UPA não prejudicam a condição dos pacientes

Vídeo mostra um homem lixando e outro pintando a parede de uma das salas da unidade enquanto enfermos aguardam nas macas
reparos na UPA
Vídeo mostra um homem lixando e outro pintando a parede de uma das salas da unidade enquanto enfermos aguardam nas macas

Vídeo mostra um homem lixando e outro pintando a parede de uma das salas da unidade enquanto enfermos aguardam nas macas

A Prefeitura de Ribeirão Preto minimizou denúncias de obras realizadas dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, enquanto pacientes estavam internados. Um vídeo, divulgado nas redes sociais, mostra funcionários realizando serviços de lixamento e pintura de paredes ao lado de macas com pacientes, muitos deles idosos.

Obras em Ambiente Hospitalar: Riscos à Saúde

O vídeo, gravado por uma acompanhante de paciente que prefere não se identificar, mostra a poeira gerada pelas obras e o barulho dos trabalhos. A obra estaria ocorrendo na ala amarela, onde pacientes necessitam de acompanhamento 24 horas. A acompanhante relata sua indignação com a situação, afirmando que a mãe, internada com pneumonia, teve sua saúde ainda mais comprometida pela exposição à poeira. A denúncia destaca a falta de consideração com a saúde e o bem-estar dos pacientes, mesmo que os materiais utilizados sejam considerados adequados.

Resposta da Prefeitura e Questionamentos

A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, em nota, justificou as obras como manutenção de urgência para o fornecimento de oxigênio, afirmando que os materiais utilizados não prejudicam os pacientes. Entretanto, a moradora questiona a falta de planejamento para a realização da obra, que poderia ter sido feita em outro momento, evitando o risco à saúde dos pacientes. A exposição à poeira, mesmo com materiais supostamente adequados, representa um risco, principalmente para pessoas com problemas respiratórios, como a mãe da denunciante.

Implicações e Reflexões

A situação levanta questionamentos sobre a priorização da saúde dos pacientes em relação à conveniência da realização das obras. A falta de um planejamento que minimizasse os impactos negativos sobre os pacientes internados demonstra uma falha na gestão da UPA. A privacidade e o bem-estar dos pacientes fragilizados deveriam ser prioridades, independente da necessidade de manutenção. A repercussão do caso destaca a importância da transparência e da responsabilidade na gestão dos serviços públicos de saúde.

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