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Prefeitura intensifica fiscalização contra focos de dengue em imóveis abandonados

Processo burocrático faz com que a vistoria demore e os prédios virem hospedeiros do mosquito aedes aegypti
focos de dengue
Processo burocrático faz com que a vistoria demore e os prédios virem hospedeiros do mosquito aedes aegypti

Processo burocrático faz com que a vistoria demore e os prédios virem hospedeiros do mosquito aedes aegypti

Ribeirão Preto enfrenta o desafio dos imóveis abandonados, que se tornam criadouros do mosquito Aedes aegypti. A situação tem mobilizado autoridades e moradores, principalmente durante campanhas de combate à dengue.

Vistorias e Dificuldades

A Prefeitura de Ribeirão Preto realiza vistorias em imóveis desabitados, buscando a cooperação de imobiliárias para acesso aos locais. Contudo, a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental em Saúde, Luzia Márcio Romanholipassos, relata dificuldades, pois muitos proprietários residem fora da cidade ou não autorizam as imobiliárias a liberar o acesso. Essa falta de cooperação dificulta a implementação de medidas de combate ao mosquito.

Medidas Simples, Impacto Significativo

Romanholipassos destaca a importância de medidas simples, mas eficazes, para prevenir a proliferação do mosquito em imóveis desocupados. A limpeza de ralos e calhas, o tratamento adequado de piscinas com cloro e a remoção de objetos que acumulam água são ações cruciais. Para vasos sanitários, recomenda-se cobrir a abertura com saco plástico e fita crepe, selando possíveis entradas para o mosquito.

Um Caso na Região Nobre

Nossa reportagem visitou um imóvel desocupado na rua Côndia Fonsso Celso, região nobre da cidade. Uma piscina verde e suja chama a atenção, representando um risco evidente de proliferação do Aedes aegypti. Uma funcionária de um consultório próximo relatou tentativas frustradas de contato com a imobiliária e a prefeitura para solucionar o problema, que persiste há cerca de seis meses.

A imobiliária responsável, Fortes Guimarães, declarou por nota não ser responsável pela manutenção do imóvel, embora informe o proprietário sobre a necessidade de ações preventivas. A Cinditur, contatada para comentar sobre a situação, não retornou até o fechamento desta reportagem. A questão dos imóveis abandonados em Ribeirão Preto exige a conscientização de proprietários e a cooperação entre órgãos públicos e empresas para garantir a saúde pública.

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