Principal controvérsia no contrato é em relação a exploração de publicidade nos pontos de ônibus da cidade
A Prefeitura de Ribra um Preto anunciou na noite de ontem a contratação de uma empresa para auditar o contrato de concessão do transporte coletivo urbano, que completa cinco anos em julho. A decisão veio após a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do transporte público na Câmara Municipal apresentar um relatório apontando diversas irregularidades.
Irregularidades apontadas pela CPI
O relatório da CPI, apresentado ontem à tarde, concluiu que a autorização concedida pela prefeitura para exploração de publicidade nos pontos de ônibus gerou um prejuízo de R$ 50 milhões aos cofres públicos. Além disso, a CPI constatou que o Consórcio Pró-Urbano deixou de pagar R$ 5 milhões em taxas de gerenciamento à Transpe, alegando que o dinheiro foi utilizado para melhorar o fluxo de caixa da empresa.
Prefeitura opta por empresa externa
Para evitar prejuízos na rotina administrativa, a prefeitura optou por contratar uma empresa externa para realizar a auditoria, descartando a utilização de servidores municipais para essa tarefa. O vereador Marcos Papa, presidente da CPI, afirmou que o relatório será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado.
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Resposta do Consórcio Pró-Urbano
Em resposta às acusações, o Consórcio Pró-Urbano negou a existência de irregularidades, classificando as constatações da CPI como baseadas em opiniões e não em fatos concretos. A auditoria contratada pela prefeitura deverá esclarecer os pontos levantados pela CPI e apontar eventuais responsabilidades.



