Executivo deverá realizar audiências públicas para debater as novas diretrizes
O Plano Municipal de Educação de Ribeirão Preto, aprovado em 2018, gerou polêmica e questionamentos por parte de professores e entidades envolvidas em sua criação original, em 2015. A principal crítica reside na alteração significativa do documento, considerado por muitos como genérico e sem definições claras.
Reduções e Omissões Preocupantes
Entre as mudanças mais significativas, estão a retirada de metas importantes como a redução do número de alunos por sala de aula (de 35 para 25 no ensino fundamental), a ampliação do investimento em educação (de 25% para 30% da arrecadação), e a garantia da eleição democrática dos gestores escolares pela comunidade. O plano de 2018 omite percentuais e métodos, tornando-o vago e pouco efetivo.
Implicações e Reações
A professora Bianca Correia, pedagoga da USP, criticou veementemente o plano, classificando-o como ilegal, irresponsável e antidemocrático. A falta de clareza nas metas e a ausência de audiências públicas para discussão geram preocupações sobre as consequências para os alunos, especialmente na educação infantil, onde a ampliação do atendimento em creches foi suprimida, apesar da existência de uma fila de espera.
Leia também
Falta de Diálogo e Transparência
A aprovação do plano em um período de transição de governo, somada à dificuldade de diálogo entre a Secretaria de Educação e os professores (evidenciada pela interrupção da fala da secretária em reunião na Câmara Municipal), contribui para o clima de tensão. A ausência de resposta da Secretaria de Educação a pedidos de posicionamento da CBN agrava a falta de transparência em torno das mudanças implementadas no Plano Municipal de Educação.
A situação demonstra a necessidade de um diálogo mais aberto e transparente entre a administração municipal e a comunidade escolar para garantir a efetividade das políticas educacionais e o atendimento adequado às necessidades dos alunos de Ribeirão Preto. A falta de clareza e a ausência de participação da comunidade na construção do plano atual levantam sérias dúvidas sobre seu impacto na qualidade da educação oferecida.



