Motoristas denunciam casos de extorsão praticados pelos ‘guardadores’ nas proximidades do bosque e em partidas de futebol
Os flanelinhas, também conhecidos como guardadores de carros, são uma presença constante em diversos pontos de Ribeirão Preto, principalmente em avenidas movimentadas e durante eventos. A prática, embora comum, gera diversos problemas e preocupações para motoristas e moradores.
Valores e Coação
A cobrança varia. Alguns flanelinhas pedem apenas uma contribuição voluntária, enquanto outros impõem valores fixos entre R$10 e R$20, chegando a impedir o estacionamento de quem se recusa a pagar. Essa prática configura, segundo o advogado Rodrigo Pasqualoto, exercício ilegal da profissão, uma vez que a segurança nas vias públicas é responsabilidade da Polícia Militar.
Fiscalização e Impunidade
A fiscalização, de responsabilidade da Prefeitura, em conjunto com a PM em casos de denúncia de crimes, tem sido ineficaz. A falta de ação permite que os flanelinhas atuem com impunidade, muitas vezes intimidando motoristas e até mesmo causando danos aos veículos. Há relatos de riscos de multas, devido à remoção de placas de sinalização por parte dos flanelinhas, como ocorreu no Bosque Municipal, e de ameaças e extorsão.
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Ações e Soluções
Moradores relatam insegurança e medo, descrevendo a situação como uma prática recorrente que afeta a qualidade de vida na cidade. A população cobra ações efetivas da prefeitura e das forças de segurança. O Ministério Público já se manifestou, afirmando que cobrará explicações das autoridades e que os cidadãos lesados podem procurar a instituição. A Guarda Civil Metropolitana informou que intensificará o patrulhamento na região do Bosque, e a Polícia Militar reforçou o patrulhamento nas proximidades, solicitando que denúncias sejam feitas pelo 190. A prefeitura também afirma estar em tratativas com o governo de São Paulo para elaborar um plano de fiscalização.



