Repasse seria usado para cobrir um empréstimo com a Caixa; Bruno Silva analisa a pauta no ‘De Olho na Política’
Nesta edição de olho na política, discutimos a convocação do secretário da educação, Felipe Iles Miguel, para tratar da necessidade de climatização em escolas de Ribeirão Preto. O calor extremo tem tornado as aulas inviáveis, comprometendo o aprendizado e a segurança dos alunos.
Climatização nas Escolas: Necessidade ou Luxo?
A discussão sobre a climatização nas escolas transcendeu a ideia de conforto. Em meio às altas temperaturas, tornou-se uma questão de necessidade para garantir o bom andamento das atividades escolares e a segurança dos alunos. O debate na Câmara Municipal envolveu a possibilidade de convocação ou convite ao secretário, com a oposição defendendo a convocação como forma de pressionar o executivo.
O Debate Político na Câmara
A convocação, por ser vista como uma imposição do legislativo ao executivo, demonstra insatisfação e gera desgaste político. Já o convite, geralmente feito pela Comissão de Educação, é um mecanismo menos conflituoso. Independentemente do método, a prioridade é garantir que as escolas estejam adequadamente climatizadas para o bem-estar dos estudantes. Um exemplo citado foi uma escola em São Joaquim da Barra, onde o ar-condicionado, adquirido há três anos, permanece sem instalação, demonstrando a irresponsabilidade com o dinheiro público.
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Orçamento e Obras Públicas
Outro ponto abordado foi a destinação de R$ 3.400.000 da Secretaria da Fazenda para a educação, visando cobrir despesas com empréstimos para infraestrutura. A falta de planejamento orçamentário gera dificuldades na alocação de recursos para necessidades essenciais, como a climatização das escolas e a manutenção das vias públicas. Os vereadores encaminharam 40 requerimentos solicitando o recapeamento de ruas em diversos bairros, evidenciando a necessidade de investimentos em infraestrutura. A falta de recursos financeiros muitas vezes limita as ações a operações paliativas, como o tapa-buracos, em vez de uma reforma completa do asfalto. A discussão também incluiu a necessidade de um planejamento orçamentário mais eficiente, antecipando os gastos e garantindo recursos para as demandas futuras.
Em resumo, o programa abordou questões cruciais para a cidade, destacando a importância da transparência e da responsabilidade dos gestores públicos em garantir o bem-estar da população, principalmente no que diz respeito à educação e à infraestrutura urbana. A pressão do legislativo sobre o executivo para que haja melhorias na qualidade de vida dos munícipes é fundamental para o bom funcionamento da cidade.